2025 | 25 de Setembro - 09 de Outubro
Exposição 'Corpo Vibrátil' - Galeria Blombô
São Paulo, Brasil

Obras que participaram da exposição:
Todos os dias, 2023
Lenço umedecido e maquiagem
60 x 40 cm
Ensaio sobre cores, 2024
Lenço umedecido e maquiagem
60 x 40 cm
Bem-me-quer, da série 'Flores para ela', 2025
Arame, costura, maquiagem e lençol hospitalar descartável
180 x 80 x 80 cm
Do meio que perpassa o fluxo, 2024
Maquiagem e lençol hospitalar descartável
200 x 150 cm
Atenção, Cuidado e Carinho, 2024
Maquiagem sobre papel
15 x 15 cm
'Um feixe de relações
A exposição "Corpo vibrátil" discute o corpo expandido para além da sua dimensão física. As obras de Ana Blumer, Felipe Diniz Sanguin, Júlia Dugaich, Mari Sperandio e Thiá Sguoti abordam o corpo em sua dimensão metafísica, política, espiritual, ancestral e subjetiva.
Nas pinturas de Felipe Diniz Sanguin, a figura humana se expõe em sua vulnerabilidade e potência, atravessada por erotismos e tensões sociais, carregando no próprio corpo as marcas do caos político e afetivo do presente. Em Ana Blumer, o corpo é atmosfera: dissolve-se em paisagens que fundem natureza e espiritualidade, onde cor e gesto são extensões de estados internos e afetos profundos. Júlia Dugaich modela corpos sem fronteiras fixas, híbridos entre cultura e natureza, em esculturas que evocam formas orgânicas e ritmos de crescimento da vida. Mari Sperandio lança uma crítica feminista ao local que a sociedade atribui ao corpo da mulher, subjugado ao espaço do cuidado e do trabalho doméstico, transformando maquiagem, costura e objetos do cotidiano em dispositivos críticos e poéticos sobre afeto, trabalho e poder. Já Thiá Sguoti convoca seres mitológicos e quimeras, sobretudo a sereia, para criar corpos metamórficos, portais para memórias ancestrais e espiritualidades não humanas/divinas, onde a imaginação é também um ato de resistência.
Portanto, a exposição convida o público a refletir sobre o corpo como um campo de disputa. É nele que se inscrevem as marcas do poder e da violência, mas também as estratégias de fuga, reinvenção e desejo. Cada obra, à sua maneira, fabrica um corpo vibrátil, um sensor e emissor de forças: corpos que não se limitam à pele, mas se expandem em cor, matéria, gesto, mito e crítica, abrindo passagem para o que ainda não tem forma, pois aqui, o corpo não é só aquilo que se vê, é o que se sente.'
Lucas Dilacerda
Curador
Memória, 2024
Alfinetes, lenço umedecido, fotografia e maquiagem
40 x 40 cm
Colares, 2023
Lenço umedecido e maquiagem
50 x 40 cm
Do encontro das linhas d'água, 2024
Maquiagem e lençol hospitalar descartável
50 x 50 cm
Retroareolar ESQ, da série 'US Mamas', 2025
Maquiagem sobre tela
60 x 40 cm
Direita QIL, da série 'US Mamas', 2025
Maquiagem sobre tela
60 x 40 cm











